
A formação dos Jardins está diretamente relacionada ao conceito de
cidade-jardim, modelo urbanístico que buscava aproximar o desenvolvimento das cidades da natureza, valorizando áreas verdes, arborização e espaços de convivência.
Em 1915, a Companhia City iniciou a implantação do loteamento do Jardim América, primeiro bairro-jardim da região. O projeto, elaborado a partir dos princípios urbanísticos associados a Barry Parker e Raymond Unwin, incorporou características que se tornariam marcantes na paisagem local.

Entre esses elementos estavam a presença de arborização e áreas verdes, ruas planejadas de acordo com a topografia, lotes amplos com recuos e praças e espaços destinados ao convívio.
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O conceito de cidade-jardim O planejamento buscava integrar cidade e natureza por meio da arborização, das áreas verdes, do desenho das ruas, dos lotes amplos e dos espaços destinados à convivência. |

Com o desenvolvimento da região, esse modelo urbano contribuiu para a formação do conjunto hoje identificado pelos bairros Jardim América, Jardim Europa, Jardim Paulista e Jardim Paulistano.
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Características do planejamento urbano
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A importância desse patrimônio urbano também recebeu reconhecimento institucional. Em 1986, o CONDEPHAAT estabeleceu proteção para características do conjunto dos Jardins, incluindo aspectos relacionados ao traçado urbano, à vegetação e à configuração dos lotes.
Esses elementos permanecem presentes na paisagem da região e ajudam a explicar algumas das características urbanísticas que diferenciam os Jardins dentro da cidade de São Paulo.
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Uma história presente na paisagem Conhecer a origem dos bairros também permite compreender a relação entre seu planejamento urbano, a presença de áreas verdes e as medidas adotadas ao longo do tempo para preservar características históricas da região. |






