Um grupo com 17 associações e entidades de bairros tenta convencer o Metrô a retomar o plano original da futura linha 20-rosa, com cinco estações na avenida Faria Lima, que hoje já conta com uma parada que leva o nome da via no Largo da Batata, em Pinheiros.

Pelo projeto atual, a linha terá duas estações na via que é considerada um dos principais corredores econômicos de São Paulo e de bares e restaurantes: Tabapuã e Jesuíno Cardoso.

Segundo essas associações, nos primeiros planos para a linha, ela margeava a Faria Lima, assim como faz a linha 2-verde na avenida Paulista. O Metrô não confirma. No traçado atual, ele se aproxima do miolo dos bairros.

As associações reclamam da retirada de estações no entorno da Faria Lima — na rua Pedroso de Morais e na avenida Rebouças — e da inserção uma nova parada na rua Teodoro Sampaio.

Já uma integração com a estação Faria Lima, segundo o Metrô, é inviável por restrições geológicas e limitações de geometria do traçado. De acordo com a estatal, estudos técnicos indicaram recentemente uma nova localização para a futura estação Teodoro Sampaio, que será entre as ruas Dr. Virgilio de Carvalho Pinto e Cardeal Arcoverde, já avançando pelo miolo de Pinheiros. Lá está programada conexão direta com a futura linha 22-marrom.

Essa alternativa, diz o Metrô, permitirá a conexão com a linha 4-amarela na estação Fradique Coutinho, já próximo aos Jardins.

“A luta é para prevalecer o bom senso. Desviar a linha rosa de um dos principais eixos de movimentação da cidade é um erro grave”, afirma Fernando Sampaio, presidente da associação Ame Jardins.

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